Televisão comunitária: dimensão pública e participação cidadã na mídia local

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Sinopse

Este livro resgata experiências pioneiras de televisão comunitária no Brasil desde aquelas que se configuraram como TVs de Rua, exibidas em telões em praças públicas, até os novos modos de fazer TV, os canais comunitários na TV a cabo. A autora mostra como os canais comunitários se estruturaram, suas estratégias de compartilhamento da grade de programação, além de identificá-los como um novo formato de meio de comunicação público, o público não-estatal. Analisa os sentidos de comunitário e as condições de sustentabilidade. Estes canais se diferenciam dos modelos tradicionais de televisão - privada e pública-estatal – caracterizando-se como um lugar de acesso de cidadãs/ãos e de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos favorecendo a partilha do poder de informar, educar e entreter a partir fontes e conteúdos não priorizados pela grande mídia.   Aa criação dos canais comunitários na TV a Cabo, mesmo sob contradições, significa um passo significativo na democratização do acesso das organizações civis de interesse público aos meios de comunicação na condição de protagonistas de mensagens e programas, além de gestoras de canais de televisão.
A obra, pioneira na época de sua primeira edição, e publicada há mais de uma década, continua tendo valor para a pesquisa acadêmica e como possível centelha para novas práticas de empoderamento de canais comunitários. Além de o assunto ter sido pouco explorado em novas publicações, o livro tem um valor histórico pois registra as iniciativas originárias da televisão comunitária no Brasil, desde as primeiras transmissões “piratas” na TV aberta e criação popular da TV comunitária no formato de TV de Rua, ou TV Livre, até os canais comunitários na televisão a cabo. Em adição, se sistematiza o histórico e teórico. Registra as estratégias de programação e de participação popular na gestão dos canais comunitários na televisão por assinatura no sistema cabo, bem como as formas de distribuição de espaços na grade de programas entre as entidades associadas na primeira fase das experiências dos três primeiros canais comunitários que operaram na televisão a cabo – de Porto Alegre, do Rio de Janeiro e da Cidade de São Paulo.

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